9.9.09

UMA ANALOGIA DA INFORMAÇÃO

Assim como textos históricos aos quais temos acesso na atualidade foram construídos através de uma série de fatores que influenciaram a percepção do historiador, atualmente o fazer jornalístico também recebe interferências no seu processo produtivo que resultam em diferentes pontos de vista para um mesmo fato.
Veículos de comunicação têm linhas editoriais e ideológicas diferentes. Enquanto uns optam pelo sensacionalismo, outros tentam se aproximar da neutralidade pregada pelos manuais de redação e estilo.
No entanto, independentemente da linha editorial, o processo de construção da notícia passa por diversas etapas. Envolve equipes de pessoas com culturas diferentes e maneiras distintas de assimilar e interpretar os fatos, além das condições técnicas de produção.
No telejornalismo, a interferência na construção da notícia vai desde os ângulos escolhidos pelo cinegrafista na captação das imagens, passa pelo ponto de vista do repórter que colheu informações e decidiu quais sonoras seriam relevantes. Depois, pelo editor de imagens, até o editor-chefe que vai direcionar este conteúdo para determinado horário de telejornal ou público, muitas vezes influenciado pelas suas próprias percepções.
Por isso é comum vermos na tevê um fato noticiado em vts de tempos diferentes e com enfoques distintos.
Não podemos deixar de citar ainda que independentemente de como o fato é transcrito ou reportado, a maneira como o leitor ou o telespectador receberá esta informação também será influenciada pela sua carga cultural, emocional ou pelo seu contexto atual.
A forma como interpretamos e assimilamos um texto histórico, por exemplo, está diretamente relacionada ao conhecimento que temos sobre elementos que o compõem.
Por isso, a cada vez que relemos um texto descobrimos novas interpretações.

Baseado em texto de Benedito Costa Neto

Imagens de uma "quase-primavera"




Algumas imagens que fiz nestas andanças por lugares onde a natureza mostra seu poder, sem modéstia.











5.9.09

IMPASSES DA CRIAÇÃO


Nas últimas semanas tenho vivido uma espécie de bloqueio criativo. Quem acompanha meu blog deve ter percebido que ando relaxada nas atualizações.
É uma espécie de crise mesmo. Normalmente não consigo escrever, os "insites" não vêm como antes...
E quando escrevo, não gosto de nada.
Então hoje recebi um texto maravilhoso de Cássia Fragata sobre o tema, publicado na edição deste mês da revista da cultura: (http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc26/index2.asp?page=capa).

Achei interessantíssimo e como sei que muitos de vocês são um pouco artistas como eu, resolvi postar um fragmento dele.

IMPASSES DA CRIAÇÃO

Como disse Bernard Shaw, “a ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito”. Se não se respeita o tempo da criação, a ansiedade pode acabar com ela.
Noites mal-dormidas, culpa e desespero se fazem presentes e aí a coisa desanda, paralisa. É a crise de criatividade gerada pelo próprio processo de criação. “Antigamente, eu ficava muito ansioso, muito preocupado, ficava tentando ver o que ia fazer, até o momento que falei: ‘relaxa’”, diz Ignácio de Loyola. “Enquanto você fica ansioso, acaba não encontrando solução nenhuma, ou encontrando soluções ruins ou ainda ficando cada vez mais bloqueado.”
Para o escritor, a falta de solução para o problema de um texto, roteiro ou letra de música prende e paralisa. “A ansiedade, às vezes, é criativa, mas não nesse caso.” Loyola lembra de Federico Fellini: “A coisa mais genial que conheço sobre uma crise se chama 8 e 1/2, do Fellini, é um diretor que não consegue átudo pronto e o filme não sai”.
Marcelino Freire precisa de paz para criar. “Não consigo criar se estou encurralado, triste demais, cabisbaixo... Fico pensando na crise, envolvido por ela, e não faço nadica de nada.” Opinião compartilhada por Jean Garfunkel. “A crise está ligada ao momento histórico do criador, de baixa ou alta autoestima, e o seu grau de expectativa de desempenho diante do desafio criativo proposto”, explica o compositor. “O processo criativo envolve um risco. O cara tem que se sentir confiante pra poder brincar, experimentar e errar sem medo do ridículo.”Nesse sentido, Calligaris ilustra com Freud. “Ele dizia que toda inibição, de qualquer tipo, é produzida por um excesso de erotização, ou seja, quanto mais a gente investe, digamos assim, energia, desejo em alguma coisa, tanto mais é fácil encontrar uma inibição.” E exemplifica: “Quando você acha um encontro importantíssimo, decisivo e pensa naquilo todos os dias, é muito provável que, primeiro, você se atrase, segundo, uma vez sentado à mesa, consiga derrubar um copo de vinho na pessoa com quem você está, e tudo vai acontecer exatamente porque você erotizou demais, investiu totalmente naquilo e isso acontece na criação sob forma de inibição criativa, de crise”, conclui o psiquiatra.


fonte: Livraria Cultura

30.8.09

O poder da transformação

Sempre ouvi dizer que para conhecer alguém de verdade basta dar-lhe poder.
E ao longo da vida tive “n” confirmações desta teoria.
É impressionante como as pessoas se revelam e o que são capazes de fazer quando acreditam estar “por cima”.
Vamos analisar no namoro, por exemplo.
Quando queremos conquistar, somos gentis, carinhosos, nos desdobramos para fazer coisas que podem impressionar o parceiro, por mais simples que possam parecer.
De repente, percebemos que o outro está apaixonado.
É como se eu já exercesse certo poder sobre aquela pessoa e então já não me dedico tanto.
Agora sim começo a mostrar quem realmente sou porque acredito que não preciso mais impressionar!
Até aí, tudo bem, até considero normal.
Mas algumas situações ainda conseguem me surpreender.
A política sempre proporciona cenas lamentáveis como as que estamos acostumados a ver pelos noticiários da tv, geralmente em nível nacional.
A guerra neste caso é bem mais preocupante porque além do poder e da conquista, envolve dinheiro e egos.
Neste final de semana presenciei um destes episódios lastimáveis da vida real, um pouco mais perto da gente.
No meio da disputa estava o patrimônio público, como sempre.
Na solenidade de posse do prefeito Hilário Andraschko, em Palmas, pessoas perderam a compostura, xingaram, gritaram, se ofenderam. Até agressão física rolou!
Me pareceu um círculo vicioso onde quem está no poder “se vinga” de quem já deu o que tinha que dar. Digo isso porque a antecessora, Joana D´ark de Araújo viveu algo parecido quando assumiu o poder público, há oito meses. Naquela ocasião, o ex-prefeito João de Oliveira também foi "expulso" do gabinete sob xingamentos dos opositores mais exaltados.
Não vou aqui questionar os méritos de agressores e agredidos, mas sempre acredito que este não é o caminho.
Será melhor usar o poder a partir de agora para mostrar como é possível realizar algo que realmente seja sinônimo de superioridade.
Os mandatos acabam, a história sempre se repete e às vezes os personagens mudam...

Quem sou eu

Minha foto
Pato Branco , Paraná, Brazil
Jornalista da Rádio e Tv Educativa do Paraná - TV Paraná Turismo. Mestra em Comunicação - Produção Audiovisual pela Universidad Europea del Atlántico. Pós graduada em Produção de Documentário pela EICTV - Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba. Pós-graduada em Telejornalismo pela FAG. Graduada em Comunicação Social, Jornalismo, pela Fadep. Funcionária da TV Sudoeste - Rede Celinauta de Comunicação entre os anos de 1992 e 2018.