20.9.09

O que esperar de uma tarde de domingo?

“Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite...”
Certamente você já ouviu esta música em alguma oportunidade e concordou totalmente com ela.
Adoro os sábados. Sempre há o que fazer. Nem que seja passar o dia todo no salão em função de se arrumar pro evento que você vai à noite.
Mas o domingo é difícil...
Depois do almoço com a família, que eu adoro, não há muito o que fazer.
Eu que não tenho namorado, tiro o dia pra ler, estudar, ver filme em casa, atualizar meu blog... Mas chega uma hora que já não me basto tanto assim.
Pior é quando você passa o domingo remoendo o que deu errado no sábado à noite!
A festa que estava uma droga, a paquera que não rolou...
Vamos tentar ver o lado bom.
Domingo é bom pra ir à festas do interior! Comer o churrasco com o pessoal, ficar pro bailinho à tarde. Sempre é muito divertido.
É dia de ir à missa. Renovar a fé, alimentar o espírito, pedir perdão pelos pecados que a gente quase nunca admite ter.
Ah, também é no domingo que começamos a planejar a semana, que na real se inicia mesmo é na segunda-feira. E cá entre nós, minha segunda-feira não vai ser fraca.
Bem, vou parar por aqui... Minha tarde de domingo está num tédio tamanho que nem pra escrever estou prestando.
Vou ver se vão passar algum filme no Teatro Municipal.

16.9.09

Meu dom de entender

Meu dom não é ser imparcial, isto é treino.
Meu dom não é ser natural, isto é preparo.
Meu dom não é ser ética, isto vem de berço.
Meu dom não é ser coerente, isto é estudo!
Uma vez uma pessoa em quem me espelho muito me disse: “quem não tem boa formação, não tem noção de limites. Fala o que quer, não ouve, julga, condena.”
Percebo que esta ausência de valores sempre vem à tona em situações extremas: de muita felicidade, de ambição, de grandes perdas, de ameaças, de impotência...
E basta nos policiarmos um pouco pra perceber o quanto nos achamos no direito de julgar o próximo. Condenar o suspeito, linchar o acusado...
Nesta semana vivi momentos de extrema tensão, dor e impotência.
Também vivi a angústia de ser julgada sem direito de defesa, num momento onde tudo o que eu queria era servir.
Mas tento entender que as pessoas são como são, carregam cargas emocionais de toda uma vida e nem sempre estas emoções foram benéficas.
De alguma maneira precisam constantemente jogar suas frustrações para o mundo, projetar no outro tudo aquilo de ruim que acumularam numa vida inteira.
Com minha profissão aprendi a sempre ver os dois lados mesmo em situações da vida pessoal.
Isso algumas vezes inclui aceitar as coisas como são e até tirar o time de campo se for necessário.
Deus me deu o dom da serenidade, de não perder a razão nestes momentos.
Também me deu o dom de amar, amar tanto a ponto de abrir mão pelo outro.
Sei que lá no final as coisas se ajeitam, que o tempo sempre resolve.
Que Deus mostra o caminho e nos dá discernimento quando temos fé e sabemos esperar.
Por isso meu choro não é mais de tristeza nem de decepção.
Choro apenas pela ausência e sei que isso logo vai passar.
E apesar de tudo sigo feliz, com a alma imensa e o coração aberto.

foto: Marilena Chociai

15.9.09

Neste momento em que a saudade dói demais...

...metade...

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também!

(Oswaldo Montenegro)
http://www.youtube.com/watch?v=ujQoUEdXr_8&feature=player_embedded#t=64

12.9.09

Quase primavera!

Minhas viagens por este mundão sempre me reservam gratas surpresas. Uma delas foi esta imagem maravilhosa que encontrei indo a Cascavel neste final de semana.
Não resisti à tentação de parar e fotografar.
A situação foi no mínimo engraçada: estava garoando, a terra úmida... e eu toda arrumada, de salto alto no meio da lavoura de trigo fotografando, rs.
(detalhe: o asfalto fica no lado de trás da árvore)
Por uma imagem desta eu faria tudo novamente!

Quem sou eu

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Pato Branco , Paraná, Brazil
Jornalista da Rádio e Tv Educativa do Paraná - TV Paraná Turismo. Mestra em Comunicação - Produção Audiovisual pela Universidad Europea del Atlántico. Pós graduada em Produção de Documentário pela EICTV - Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba. Pós-graduada em Telejornalismo pela FAG. Graduada em Comunicação Social, Jornalismo, pela Fadep. Funcionária da TV Sudoeste - Rede Celinauta de Comunicação entre os anos de 1992 e 2018.