Alguns dos momentos mais importantes da minha vida, tenho experimentado depois dos trinta anos: A conquista de um diploma de jornalista, as especializações na área, as primeiras viagens ao exterior, a adolescência dos filhos, as manifestações gratuitas de reconhecimento, o amor maduro... O exercício da capacidade de ceder.
Talvez aquela angústia, aquele mal estar social por querer ter sempre mais ou ser sempre o melhor (que nos consumia há pouco tempo), nos tenha causado dor o suficiente para começarmos a mudar a forma de ver o mundo. Com o tempo a gente vai compreendendo que as coisas que não são como gostaríamos também podem ser boas. Que a vida continua para todos.
Percebemos, com muita clareza, que tudo é cíclico. Que o “gás” que tínhamos há dez anos, hoje é combustível injetado por novos talentos que surgem a todo o momento.
Descobrimos que às vezes é preciso sim, sair de cena e dar lugar para quem é a “bola da vez”.
E isso não é fácil. Dói muito, machuca o orgulho, derruba a autoestima.
Talvez este seja o momento de olhar pra trás e fazer um balanço. Entender o que realmente valeu a pena até agora. Traçar um novo caminho a seguir, com o diferencial da experiência e da história que construímos. Uma via onde as coisas realmente importantes façam a diferença.
Apesar dos meus trinta e poucos anos e de tantas conquistas e decepções, ainda é difícil perder.
Mesmo que este “perder” não signifique ser o pior.
Ainda passam pela cabeça os momentos de alienação que tentam encontrar culpados pelas nossas frustrações.
Mas de repente, lembro de tantas pessoas boas que caminham comigo, verdadeiramente companheiras e fieis. Colegas de trabalho e de vida pelos quais torço mais do que por mim mesma. E então consigo perceber o quanto sou grata às pessoas que estão do meu lado e que vibram comigo a cada conquista, mesmo que não seja o primeiro lugar.
28.11.10
27.10.10
22.10.10
PRÊMIO AMSOP DE COMUNICAÇÃO 2010
6.10.10
ASSENTADA!
Depois de sete anos, hoje retornei à area de terra da Araupel ocupada por mais de 900 famílias do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Quedas do Iguaçu - Pr.
Na época, as famílias viviam em barracos de lona. Passei dias a fio lá fazendo cobertura pra Tv. Lembro bem que nós da TV Sudoeste, éramos a única equipe que tinha permissão pra entrar no acampamento. Aproveitei a oportunidade pra fotografar o cotidiano de algumas crianças que viviam naquela condição de miséria.
Na época, as famílias viviam em barracos de lona. Passei dias a fio lá fazendo cobertura pra Tv. Lembro bem que nós da TV Sudoeste, éramos a única equipe que tinha permissão pra entrar no acampamento. Aproveitei a oportunidade pra fotografar o cotidiano de algumas crianças que viviam naquela condição de miséria.
Agora, retornei ao lugar para saber como estão aquelas famílias, mais de mil foram assentadas.
Surpreendentemente as encontrei bem. Ganharam seus lotes de terra, estão vivendo.
Mas a alegria maior foi reencontrar algumas das crianças que fotografei.
Entre elas, a garotinha Silvia (foto), que hoje está com 13 anos. A família dela ganhou um lote de sete alqueires, está se virando. A reportagem que eu e o cinegrafista Zumba Peroni fizemos pra tv vai ao ar semana que vem. Não percam!
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Quem sou eu
- Marilena Chociai
- Pato Branco , Paraná, Brazil
- Jornalista da Rádio e Tv Educativa do Paraná - TV Paraná Turismo. Mestra em Comunicação - Produção Audiovisual pela Universidad Europea del Atlántico. Pós graduada em Produção de Documentário pela EICTV - Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba. Pós-graduada em Telejornalismo pela FAG. Graduada em Comunicação Social, Jornalismo, pela Fadep. Funcionária da TV Sudoeste - Rede Celinauta de Comunicação entre os anos de 1992 e 2018.
