27.10.10
22.10.10
PRÊMIO AMSOP DE COMUNICAÇÃO 2010
6.10.10
ASSENTADA!
Depois de sete anos, hoje retornei à area de terra da Araupel ocupada por mais de 900 famílias do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Quedas do Iguaçu - Pr.
Na época, as famílias viviam em barracos de lona. Passei dias a fio lá fazendo cobertura pra Tv. Lembro bem que nós da TV Sudoeste, éramos a única equipe que tinha permissão pra entrar no acampamento. Aproveitei a oportunidade pra fotografar o cotidiano de algumas crianças que viviam naquela condição de miséria.
Na época, as famílias viviam em barracos de lona. Passei dias a fio lá fazendo cobertura pra Tv. Lembro bem que nós da TV Sudoeste, éramos a única equipe que tinha permissão pra entrar no acampamento. Aproveitei a oportunidade pra fotografar o cotidiano de algumas crianças que viviam naquela condição de miséria.
Agora, retornei ao lugar para saber como estão aquelas famílias, mais de mil foram assentadas.
Surpreendentemente as encontrei bem. Ganharam seus lotes de terra, estão vivendo.
Mas a alegria maior foi reencontrar algumas das crianças que fotografei.
Entre elas, a garotinha Silvia (foto), que hoje está com 13 anos. A família dela ganhou um lote de sete alqueires, está se virando. A reportagem que eu e o cinegrafista Zumba Peroni fizemos pra tv vai ao ar semana que vem. Não percam!
18.9.10
O CÂNCER QUE DESTRÓI E FAZ RENASCER
Nestes dias convivi com pessoas que experimentam diferentes emoções provocadas por esta doença cruel. De um lado, pacientes do Hospital do Câncer que padecem porque o tratamento com radioterapia em Pato Branco está suspenso há quatro meses. De outro, pessoas que superaram a doença e que fizeram desta experiência motivo de vida, de conforto para outros pacientes, doando-se como voluntárias.
Fiquei tentando entender que satisfação é essa que move as redes de voluntariado. Me senti envergonhada por não poder conversar sobre o assunto com tanto conhecimento de causa.
Percebi que o doar-se pode começar num firme aperto de mão, no abraço que o outro precisa tanto, em parar um pouquinho para simplesmente ouvir. Que não é preciso realizar grandes obras, que aqui também se começa pelo primeiro degrau, pela mudança de atitude diante da vida e das nossas dificuldades.
Sou abençoada porque toda vez que fico cega pelos meus problemas que parecem ser os piores do mundo, Deus me coloca diante de pessoas tão fantásticas. Gente que na dificuldade sentiu despertar a solidariedade humana e que se doa. Pessoas que hoje afirmam com determinação: “Meus problemas não são nada diante do que os pacientes de câncer têm.”
Me sinto envergonhada.
Tenho saúde, filhos maravilhosos, uma família incrível, um trabalho pelo qual sou apaixonada, que me ajuda a lidar com as injustiças sociais. E ainda fico deprimida com “meus” problemas?
Acho que ainda conheço pouco da verdadeira alegria de viver. Talvez a doação seja o caminho que leva à esta satisfação pessoal.
Quero saber mais disso, quero descobrir por onde começar...
Fiquei tentando entender que satisfação é essa que move as redes de voluntariado. Me senti envergonhada por não poder conversar sobre o assunto com tanto conhecimento de causa.
Percebi que o doar-se pode começar num firme aperto de mão, no abraço que o outro precisa tanto, em parar um pouquinho para simplesmente ouvir. Que não é preciso realizar grandes obras, que aqui também se começa pelo primeiro degrau, pela mudança de atitude diante da vida e das nossas dificuldades.
Sou abençoada porque toda vez que fico cega pelos meus problemas que parecem ser os piores do mundo, Deus me coloca diante de pessoas tão fantásticas. Gente que na dificuldade sentiu despertar a solidariedade humana e que se doa. Pessoas que hoje afirmam com determinação: “Meus problemas não são nada diante do que os pacientes de câncer têm.”
Me sinto envergonhada.
Tenho saúde, filhos maravilhosos, uma família incrível, um trabalho pelo qual sou apaixonada, que me ajuda a lidar com as injustiças sociais. E ainda fico deprimida com “meus” problemas?
Acho que ainda conheço pouco da verdadeira alegria de viver. Talvez a doação seja o caminho que leva à esta satisfação pessoal.
Quero saber mais disso, quero descobrir por onde começar...
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Quem sou eu
- Marilena Chociai
- Pato Branco , Paraná, Brazil
- Jornalista da Rádio e Tv Educativa do Paraná - TV Paraná Turismo. Mestra em Comunicação - Produção Audiovisual pela Universidad Europea del Atlántico. Pós graduada em Produção de Documentário pela EICTV - Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba. Pós-graduada em Telejornalismo pela FAG. Graduada em Comunicação Social, Jornalismo, pela Fadep. Funcionária da TV Sudoeste - Rede Celinauta de Comunicação entre os anos de 1992 e 2018.
