4.2.14

Por que não? (minha experiência com o rapel)


Este final de semana vivi uma das experiências mais assustadoras e intensas da minha vida.
Sempre esteve muito clara pra mim a ideia que eu tinha medo de altura.
Repeti isso tantas vezes que acreditava nesse medo como algo definitivo e irremediável.
Mas há algum tempo me propus a quebrar paradigmas.
O primeiro deles foi o de que seria impossível voltar a ter um corpo saudável depois de engordar 20 kg. Superei em 2013!
Este ano um dos meus propósitos é voltar a cultivar amizades verdadeiras, me dedicar mais à convivência com os amigos e a família.
Foi nessa que uma amiga muito querida me convidou para fazer rapel. Isso mesmo, rapel em cachoeira!
Pensei em princípio: Mas eu tenho medo de altura!
Só que quando temos um propósito na vida, começamos a perceber nossas limitações de uma forma diferente. Se eu quero curtir momentos bons entre amigos, repensei: Por que não?
Organizei minha agenda, encontrei com as amigas e fomos até Coronel Vivida conforme o combinado. Até aí tudo muito bem. Fizemos a trilha pelo mato, passamos por lavouras de soja, pontilhões. Pura diversão!
Mas de repente, eis que surge aquela maravilha da natureza em frente aos meus olhos imponente no alto dos seus 40 metros!!!!!!
 Pensei: Descer de uma cachoeira dessa altura, eu não vou fazer isso!
Aí olhei a empolgação das minhas amigas, uma motivando a outra e pensei mais uma vez: Por que não?
Minha estratégia foi não pensar na altura. Claro que me certifiquei “n” vezes sobre a segurança do equipamento com os instrutores, só por precaução.
Mas tenho certeza de que a minha cara era a expressão do pânico!
Enfim, eu fui. Sem pensar na altura.
Depois do treinamento em solo com o equipamento, chegou a hora de encarar meu grande desafio. E fui, sem pensar. Sem olhar pra baixo!
O momento em que senti que não havia terra firme embaixo dos meus pés foi assustador.
Encostei a cabeça na corda, meu corpo tremia. Fiquei ali alguns segundos até normalizar a respiração e me concentrar nos movimentos da descida. Sem olhar pra baixo!
Aí pensei: Mas qual é a graça de eu passar por isso desse jeito? Já que estou aqui, vou encarar esse medo e é agora!
Quando olhei pra baixo, quase não acreditei que estava fazendo aquilo.  Ao mesmo tempo, a vista foi tão impressionante que só lembro de soltar um palavão com toda a vontade e emoção do mundo.
A experiência foi fantástica. A energia do lugar, a emoção, o medo, a superação! Foi incrível!
Minutos que duraram uma eternidade numa mescla de êxtase, tensão e orgulho.
Isso tudo me fez pensar sobre como a gente constrói nossos medos e leva estas limitações pra uma vida toda, como se fossem intransponíveis.
Quantas oportunidades perdidas por acreditar que não podemos?
Então daqui pra frente vai ser assim, só pensamentos motivadores: “porque sim!” ou “por que não?”.



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Pato Branco , Paraná, Brazil
Jornalista da Tv Sudoeste, Rede TV! uma das emissoras da Rede Celinauta de Comunicação.